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Sierra Cartwright – Entrevista

E Parece que a literatura erótica veio mesmo para ficar,a autora Sierra Catwright foi entrevistada sobre o gênero para a revista Marie Claire

 

 ”  È preciso ter coragem para pedir o que se quer no sexo”.

Em entrevista a revista Marie Claire a autora nos explica porque esta na moda esse gênero que esta faz  tanto sucesso entre as mulheres,mesmo já tendo lançado mais de 20 romances eróticos é  considerada a sucessora da conhecida E.L.James,nos fala como é importante falar abertamente sobre o universo da dominação.

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Enquanto esperam a adaptação de “Cinquenta Tons de Cinza” para o cinema, os fãs da autora da série “Cinquenta Tons”, E.L. James, e apreciadores do estilo literário pornô soft podem preencher suas estantes virtuais com títulos da escritora britânica, Sierra Cartwright. Considerada pela imprensa internacional a substituta de James, escreveu seu primeiro livro aos 9 anos, mas só após um dolorido divórcio, em 2012, é que decidiu abandonar temáticas comuns e investir no mercado dos romances eróticos digitais. Poucas semanas após colocar à venda a publicação número um da série “Mastered”, “With This Collar” (ainda sem tradução para o Brasil), lançado em fevereiro de 2013, alcançou o topo das vendas nos sites da Amazon e viu seu nome estampar páginas de jornais da Europa e Estados Unidos .

Em entrevista exclusiva à Marie Claire, por e-mail, Sierra falou sobre suas inspirações, romances e de como se sente ao ser comparada com uma das autoras de maior sucesso dos últimos anos.

Marie Claire: Você já escreveu mais de 20 romances eróticos. Porque gosta tanto desse tema?
Sierra Cartwright: Sempre tive interesse em explorar as dinâmicas sexuais dos relacionamentos. Depois que me divorciei, fiquei um tempo sem escrever, pois era muito difícil ser criativa enquanto estava no meio de um processo emocionalmente desgastante. Quando voltei a criar histórias, o mercado tinha mudado e evoluído. Os e-Readers (leitores de livros digitais) estavam ganhando destaque e algumas novas companhias estavam publicando romances eróticos. Devorei vários deles antes de escrever o meu e quando isso aconteceu, achei libertador poder usar uma linguagem mais gráfica e explorar tópicos que não tinha usado anteriormente.

M.C.: “With This Collar” é o primeiro livro da série Mastered. Sobre o que é o romance?
S.C.: Concebi a série em uma viagem, durante o casamento de uma amiga. Ela teve um relacionamento turbulento com um cara que eu só conheci na cerimônia. O cenário era lindo, em uma área isolada nas montanhas, com uma casa magnífica e rodeada de pinheiros. O casamento começou ao anoitecer, a sala estava iluminada apenas por velas, e, enquanto o casal trocou votos, começou a nevar. Aquilo foi inspirador. Enquanto eu dirigia de volta para casa, fiquei pensando sobre o casamento e comecei a elaborar perguntas do tipo: será que a noiva foi envolvida num jogo de sedução BDSM, ou seja, de dominação e submissão sexual? E se a heroína do meu livro não soubesse nada sobre esse assunto? E se ela fosse do tipo competente, que tem lutado para ter sucesso em sua carreira? Julia, a protagonista de “With This Collar” começou a ganhar vida para mim assim. Eu também precisava de um forte heroi para orientar Julia na introdução ao BDSM e Marcus Cavendish surgiu na minha cabeça completamente formado. Caí de amores por sua maneira implacável e forte de ser. A série tem seis histórias únicas, ligadas entre si por Gregorio, o zelador de um clube que oferece experiências não disponíveis em outros clubes tradicionais. Há heroínas com pouca ou nenhuma experiência (como Julia), e heroínas com muita experiência em BDSM. E cada uma está envolvida com o homem que a desafia tanto quanto ela o desafia.

M.C.: Este seu primeiro livro é um best-seller, já alcançou os primeiros lugares em vendas nos sites da Amazon na Europa e Estados Unidos. Por que você acha que a publicação tem feito tanto sucesso?
S.C.: Os leitores se apaixonaram por Marcus. Uma leitora me disse que os diálogos com ele são tão sexy que causam arrepios nela. Julia também é uma personagem ótima, uma mulher de negócios muito competente, que sabe o que quer, mas está intrigada com BDSM. Ela é capaz de pedir o que quer sexualmente, exigir mesmo. Com Marcus, ela encontra a emoção que está procurando. Algumas pessoas também gostaram da maneira como o BDSM foi explicado. Ficou mais compreensível e mais fácil de aplicá-lo na vida real.

M.C.: Você foi apelidada pela imprensa britânica de a nova E.L. James, autora da série “Cinquenta Tons”. Como se sente?
S.C.: Li uma entrevista com E.L. James recentemente em que ela dizia esperar ser lembrada como alguém que escreveu uma boa história de amor divertida. Suspirei quando li isso. Aspiro criar contos que divertem, cheios de heroínas que podemos admirar e que nos impulsionem a nos relacionar com heróis respeitáveis e que nos façam ficar apaixonadas.

M.C.: Além da idade, quais são as diferenças entre Julia, a protagonista de “With This Collar”, e Ana, a heroína de “Fifty Shades of Grey”?
S.C.: Enquanto Ana está começando, Julia já tem uma vasta experiência em relacionamentos. Ela sabe quem ela é, o que quer e não está disposta a fazer concessões. Julia e Ana têm seus defeitos, assim como todas nós. Mas Julia vai um pouco mais além de sua carreira e de sua vida. Ela precisa de um homem que vá até onde ela está para que possam crescer em um relacionamento complexo, juntos.

M.C.: Por que você acha que mais e mais mulheres estão comprando romances eróticos?
S.C.: Porque há mais sexo nesse tipo de livro. Nos meus, os homens são mais criativos e as mulheres, as heroínas da história. Além disso, hoje é mais seguro e fácil comprar romances eróticos. Lembro-me de comprar um há alguns anos. A seção ficava na parte de trás da loja e tive que pegar outros dois livros para fazer um sanduíche e andar pelos corredores sem sentir vergonha. Para pagar, fiquei esperando uma mulher aparecer no caixa, não queria ser atendida por um homem. Os livros eletrônicos acabaram com isso. Novas editoras, dirigidas por mulheres, sabem o que as outras mulheres querem: histórias mais picantes com um “felizes para sempre” que nos tira o fôlego.

M.C.: Você mencionou em uma entrevista que estava feliz por o assunto BDSM ser mais discutido atualmente. Por quê?
S.C.: Eu gosto quando podemos ter discussões abertas e francas sobre assuntos importantes que antes eram tabus. Nós finalmente entendemos que somos pessoas reais e que podemos ter experiências reais.

M.C.: Você acredita que as leitoras têm melhorado suas vidas sexuais graças aos seus livros?
S.C.: Absolutamente! E nada me agrada mais. Algumas mulheres pediram sugestões sobre como dizer aos seus namorados o que desejavam ter na cama. Uma senhora me pediu para conversar com seu marido sobre o assunto, com ela do lado. Eu ouvi mulheres me dizerem que tentaram coisas novas com seus homens. É preciso coragem para pedir o que quer e eu saúdo quem assume esse risco

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Confira a entrevista dada pela autora ,não faz muito meu gênero este tipo de leitura,mas as pesquisas provam o contrário,a liberdade e vontade  de experimentar coisas novas faz parte da nova geração.

Fonte:Revista Marie Claire

 

 

 

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