A-casa-das-Orquídeas

 

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219961
Ano: 2012
Páginas: 558
Tradutor: Barbara Menezes de A. Belamoglie

Sinopse:

Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações. Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park… E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

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Impressões de Laganowski

 

Começar uma resenha de um livro que se tornou o melhor livro que você já leu em sua vida é complicado! Peço desculpas se a resenha ficar um pouco grande, mas quero transferir para vocês a emoção de ter lido cada página desta obra maravilhosa, complexa e perfeita! Sem estragar a surpresa que todos terão ao ler esse livro, portanto não irei dar spoilers!

Júlia Forrester é uma pianista de sucesso que reside na França, mas que retorna a suas origens na Inglaterra após vivenciar uma grande, triste e dramática tragédia familiar.

Enquanto tenta se reerguer de seu drama Júlia recebe o convite de sua irmã Alícia para um leilão na propriedade de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford.  Kit precisa leiloar os objetos do local e vender a propriedade porque a herdou com muitas dívidas, não tendo condições de reformar a propriedade e saldar as dívidas herdadas.

Júlia passava suas férias em Wharton Park quando criança, porque seus avós, Bill e Elsie, trabalhavam para a família Crawford. Bill era o jardineiro local e cuidava da estufa de Wharton Park, onde lindas orquídeas eram cultivadas. E Júlia, quando criança, adorava acompanhar o trabalho de seu avô. Sendo assim, Júlia tem um carinho muito grande pelo local e se anima em ir ao leilão com sua irmã Alícia.

No leilão em Wharton Park a Júlia reencontra Kit Crawford, com quem teve algum contato quando criança nas férias que passava ao lado dos avós.  Kit se tornara um homem bonito, sensível, galante e carismático, mas que por obra do destino também escondia alguma história triste.

Júlia e Kit acabam iniciando uma história, um relacionamento, que terá o poder de desvendar o passado e talvez criar um futuro.

Durante uma reforma de um dos locais de Wharton Park o Kit encontra um diário de alguém que esteve na segunda guerra mundial e vivenciou os horrores e a miséria de ser prisioneiro de guerra.  Kit entrega este diário a Júlia e eles desconfiam que o diário possa ter sido do vovô Bill.

Júlia e Kit procuram a vovó Elsie, que ainda está viva, para descobrirem o segredo que aquele diário traz em suas páginas.

E assim, através da narrativa de Elsie, somos transportados para a época da segunda guerra mundial onde Olívia e Harry Crawford vivenciaram um relacionamento e se casaram, mas tiveram suas vidas e seus sentimentos afetados pela guerra e por diversos acontecimentos. A história de Olívia e Harry de alguma forma afetou a propriedade de Wharton Park e também a vida de todos que residiam e trabalhavam lá e até mesmo de suas gerações futuras.

Durante esta parte da história somos levados à Tailândia e somos apresentados aos costumes do povo tailandês e as características da cidade.

A autora tem uma habilidade fantástica! Ao mesmo tempo em que nos apresenta a história, o suspense e os segredos ela nos faz viajar e imaginar cada detalhe da França, da Inglaterra e da Tailândia! E ainda nos faz sentir e vivenciar o drama da segunda guerra mundial que cada pessoa da época presenciou e sofreu. E ainda nos faz olhar de maneira diferente para as flores e principalmente para as orquídeas! Nunca mais irei olhar para uma orquídea da mesma forma, apesar de sempre ter achado esta flor maravilhosa.

E se você pensa que o que Júlia e Kit descobrem através do que Elsie conta para eles é todo o segredo do livro você está enganado! A obra é repleta de segredos, mentiras, paixões e reviravoltas! E cada um encontra sua redenção, mesmo os que já partiram, de alguma forma. Isso te prende na história do começo ao fim de uma forma fantástica! Você vai do presente ao passado e do passado ao presente diversas vezes e conhece a França, a Inglaterra e a Tailândia em vários aspectos, tanto no passado como no presente! A obra desperta em você diversos sentimentos: você chora e você ri, você ama, fica sem fôlego, sofre e odeia entre outras coisas!

Ouso dizer que não existem personagens secundários! Cada um deles tem sua importância para cada parte da história! Encantei-me por Elsie e Bill, me apaixonei por Kit, vivenciei cada sentimento de Júlia e cada descoberta que ela e Kit fazem. Entendi Olívia e também entendi Harry, apesar de sentir muita raiva deste personagem em diversas etapas! E digo que quando imaginei que Harry fosse o ser mais abominável da terra consigo perdoa-lo e entende-lo porque descubro que existem seres piores capazes de algo que jamais eu poderia imaginar! Personagens complexos, humanos e apaixonantes!!

Saliento que tentei passar para os leitores do Ilusões Noturnas cada emoção que senti ao ler a obra de Lucinda Riley sem dar spoilers e espero ter conseguido! Quero dizer também que “A Casa das Orquídeas” mexeu comigo em vários aspectos e me fez relembrar minha história e meu passado e meus antepassados e irei fazer um texto à parte com minha história e as relações dela com o livro. O livro é um Best-seller com mais de 1 milhão de cópias vendidas, principalmente na Europa. E quem tem algum parente europeu e que vivenciou os horrores da segunda guerra mundial irá entender o porquê disso! Imagino que cada família na Europa foi afetada pela guerra como a família de Kit, de Júlia e até mesmo a minha, já que meus avós maternos eram poloneses.  E por esse detalhe a obra ganha um aspecto pessoal e épico!

Recomendo o livro para pessoas que gostem de um romance rico, complexo, completo e perfeito!

A obra tem um lado sobre a essência do destino, da espiritualidade, que é resplandecente e maravilhoso! E devemos pensar muito antes das nossas decisões e dos nossos atos, porque eles muitas vezes não afetam somente a nós mesmos, mas também a pessoas próximas e até mesmo gerações futuras!

E a frase na capa do livro é uma grande verdade e sintetiza de maneira perfeita a obra! “Toda casa tem seus segredos e todo amor, seu preço.”

Magnífico!

 

 

Gabriela Laganowski height=

Quem Escreve

Gabriela Laganowski, 35 anos,mãe,esposa, blogueira e leitora compulsiva. Apaixonada séries de televisão, vampiros, cinema e romances de época.

 

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6 respostas a [Resenhas da Gabi] A Casa das Orquídeas de Lucinda Riley

  • Monalise disse:

    Já faz um tempão que comprei o livro (A Casa das Orquídeas), porém ainda não li. Acabei de ler recentemente A Luz Através dá Janela e A Garota do Penhasco da mesma autora Lucinda Riley. O que tenho a dizer sobre esses livros é que são histórias magníficas, amei as duas, espero amar também A Casa das Orquídeas, rs… E quanto a autora, acho que ela deve ser espírita, pois as histórias dela sempre se trata de vidas passadas e presente.

    Beijo;

  • Danilo disse:

    Eu ainda estou lendo o livro. Estou na página 300 e estou quase desistindo por causa da raiva que fiquei por conta do romance extra conjugal que faz parte da história. Fiquei com muita pena da Olívia. Sem tão forte, autiva e doce há de sofrer um golpe terrível quando descobrir a verdade. Não engoli aquela viagem a Tailandia até agora!

  • Ana Paula Teimanr disse:

    Infelizmente foi o único livro que não consegui terminar de ler, por puro desinteresse.
    A pequena história do príncipe de Sião e da orquídea negra foi a parte mais interessante do livro, até onde li.

  • katia pinheiro disse:

    Gostei muito de sua resenha! Vc citou que todos os personagens encontram a redenção, mesmo o que já partiram. Isso quer dizer que o livro aborda a vida após a morte?

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