Edição: 2
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414738
Ano: 2015
Páginas: 1131
Tradutor: Pinheiro de Lemos

Sinopse

Uma guerra que dura cem anos. Uma praga que devasta um continente. Uma rivalidade que pode destruir tudo.

Na Inglaterra do século XIV, quatro crianças se esgueiram da multidão que sai da catedral de Kingsbridge e vão para a floresta. Lá, elas presenciam a morte de dois homens. Já adultas, suas vidas se unem numa trama feita de determinação, desejo, cobiça e retaliação. Elas verão a prosperidade e a fome, a peste e a guerra. Apesar disso, viverão sempre à sombra do inexplicável assassinato ocorrido naquele dia fatídico.

Ken Follett encantou milhões de leitores com Os Pilares da Terra, um épico magistral e envolvente com drama, guerra, paixão e conflitos familiares sobre a construção de uma catedral na Idade Média. Agora Mundo Sem Fim leva o leitor à Kingsbridge de dois séculos depois, quando homens, mulheres e crianças da cidade mais uma vez se digladiam com mudanças devastadoras no rumo da História.

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Impressões

Uma história ambientada na Idade Média, com as injustiças grosseiras da época, este livro realmente equivale a uma novela medieval de mil páginas, passado no mesmo local que o livro Os Pilares da Terra, só que 200 anos depois, com personagens que são “descendentes” dos personagens do primeiro livro, vários aspectos do enredo são previsíveis e o diálogo parece surpreendentemente moderno para um romance do século XIV.

Mundo sem Fim transporta o leitor para outro tempo e um lugar, Inglaterra do século XIV. O livro contém um enredo amplo e interligado que começa em 1327 com quatro crianças compartilhando um encontro fatídico na floresta. A tensão de manter um segredo relacionado a este encontro amarra a trama do começo ao término do livro. Os eventos históricos que se incorporam a esta história de ficção incluem a Guerra dos Cem Anos e a Peste Negra. Além desses quatro personagens centrais a trama acompanha a vida de um número grande de outros personagens, no início ficamos meio perdidos, mas depois que a trama nos envolve fica mais fácil reconhecê-los e entender o que está acontecendo.

As reviravoltas são abundantes e o autor nos mostra de forma crua que o século XIV não é um bom lugar para ser uma mulher quer dizer não soa nem como um lugar para ser um homem tampouco, mas as mulheres ficam com a pior parte com toda certeza. Os personagens são estrategistas e sorrateiros e você fica a espera que um deles dê uma rasteira em outro, sejam eles aliados ou não.

Apesar de um pouco tensa e densa, ainda assim é uma leitura divertida que mexem com suas emoções, e há muita magia envolvida na história também. Era exaustivo ler às vezes, não por causa da prosa, que é alegre e acessível, mas por causa da trama sofrer um revés a cada seis ou cinco ​​páginas.

A história vai a um ritmo vertiginoso, as descrições do sistema feudal são fascinantes, e os personagens são complexos e multifacetados. Para cada (pequena) virada previsível da trama, há um milhão de pequenos choques, e no final, há algumas perguntas que ficam pairando no ar.

Outro grande aspecto deste livro foi a concentração em ideias medievais sobre saúde e medicina, especialmente durante o tempo da praga. Dado que os monges são os únicos médicos, as melhores curas são as sanguessugas e aplicação de excrementos de cabra para abrir as feridas e formar uma secreção “saudável” nelas e mais um monte de crendices que perduram até hoje. Uma completa aversão a todas as formas de medicina também são fundamentais nesta sociedade.

Nos divertimos e refletimos ao ler sobre as lutas de trabalhar em uma cultura que honra a sabedoria revelada de mestres do passado acima das inovações  atuais . Também é interessante seguir a política e a intriga da vida dentro de um convento monástico onde supostamente eles deveriam estar focados na oração.

Os incidentes neste livro encaixam-se dentro da estrutura geral da história do século XIV. Ele pinta uma imagem vívida da economia da Inglaterra e da estrutura de classes, bem como as mudanças que resultaram da peste. Alguns dos personagens do livro são provavelmente demasiadamente céticos ao mesmo tempo em que se imaginam realistas. De fato, os dois personagens principais, Merthin e Caris, têm visões do mundo que são surpreendentemente compatíveis com os leitores típicos do século XXI. Caris ainda tem um conceito grosseiro de medicina científica e economia keynesiana.

De qualquer forma, um ótimo livro, totalmente fascinante e escrito por um cara que realmente é um mestre da narrativa.

A edição da Editora Arqueiro foi dividida em dois volumes, comprados em um lindo Box, mas fica praticamente impossível terminar sem iniciar o próximo imediatamente. Não é uma leitura fácil, mas aqueles que insistirem nessa jornada junto ao autor serão ricamente recompensados.

 

 

 

 

 

Bianca Benitez height=

Quem Escreve

Bianca Benitez 38 anos,técnica de enfermagem,cursando Letras,mãe e faz malabarismo para ler no intervalo disso tudo.Apaixonada por literatura erótica,romances de época, romances históricos e chick Lit.

 

 

Uma resposta a [Resenha] Mundo sem Fim de Ken Follett !!!

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