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[Resenha da Rami] Corte de Névoa e Fúria de Sarah J. Maas!!!

Série Corte de Espinhos e Rosas #2

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501076601
Ano: 2016
Páginas: 658
Tradutor: Mariana Kohnert

O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Impressões da Rami 

Melhor livro de 2017!

Com isso eu posso terminar minha resenha, mas vou decorrer sobre o porquê.

Após os acontecimentos Sob A Montanha no livro anterior, Feyre está renascida como feérica e o mundo feérico está mais tranquilo. Mas apesar do mundo feérico estar mais tranquilo, Feyre não está. O preço que ela pagou para libertar o mundo feérico acabou com sua paz interior. E Tamlin se recusa a ver que Feyre está se acabando aos poucos. Então um grão-senhor aparece para cobrar uma dívida feita entre ele e Feyre em Sob A Montanha.

E é nessa nova corte que Feyre começa a se reencontrar com ela mesma e seu interior. Conhece novas pessoas e que o mundo feérico é bem maior do que ela conhece. Passa a conhecer seu novo corpo e a imortalidade não se torna mais um fardo.

Mas aquilo que ela entendeu que acabara com seu sacrifício, se torna muito maior do que imaginara e mais uma vez deve correr contra o tempo para que estanque esse problema para que o mundo humano, assim como também os feéricos, se salve das brigas internas do mundo imortal.

E ao contrário de Tamlin, que quer protegê-la numa bolha, Rhysand percebe que a mais nova imortal precisa de espaço, liberdade e sentir-se útil. E assim ele recruta Feyre para seu círculo íntimo particular para que juntos possam transformar a paz momentânea abalada, por uma paz eternal.

E aí vemos o outro lado da história que não conhecemos no primeiro volume. E descobrimos que há muito mais encoberto do que revelado. Que os jogos de poder, as crueldades e maldades eram parte de um plano maior e que as aparências mais enganam que revelam.

E durante as quase 700 páginas, percebemos o quanto Sarah J. Maas desenvolveu o mundo e o melhor livro da série.

Feyre está agora num mundo em que conhece. Não tanto quanto os outros que vivem por mais de quinhentos anos, mas num mundo que foi forçada a conhecer e a lutar por ele. Já livre da bolha que foi imposta por Tamlin, Feyre vai conhecendo muito mais do mundo feéricos , maior e muito diferente também do que imagina.

Aqui nós apaixonamos por mais uma corte, uma cidade mais especial de todas e começamos a compreender esforços de pessoas que não imaginávamos.

Aqui encontramos mocinhos se transformando em vilões, vilões em mocinhos e entendemos que não é tudo preto e branco em prol daquilo que amamos e sonhamos.

Aqui compreendemos que as estrelas são muito mais que estrelas. São desejos, um povo, uma união. Aqui compreendemos que a escuridão, pode ser tão linda é tocante e para o bem comum.

Também vemos como os espinhos deixam machucados que somos obrigados a enfrentar para poder encontrar as poucas rosas. Feyre e o mundo feérico precisa se encontrar e aprender a lidar com os pesadelos e pedaços que foram transformados. E é os enfrentando, com ajuda, que o mundo interno e externo vai se reerguendo.

E o livro se torna muito mais do que um universo fantástico, mas uma lição de vida. É nesse mundo fantástico e na situação do dia a dia dessa realidade, que nos vemos refletir sobre questões do nosso mundo, a força da mulher e dos menos favorecidos. Fiz tantos paralelos com o mundo terráqueo, que a leitura se tornou tanto uma análise social como uma leitura de entretenimento.

Corte de Névoa e Fúria se torna então uma das poucas continuações e segundos volumes que superam com maestria seus antecessores. Se em Corte de Espinhos e Rosas temos paradas cardiorrespiratórias, aqui nos encontramos entre a vida e a morte. E o ponto final do volume, nos deixa na linha tênue entre o nosso mundo e o outro, pois o final é chocante e literalmente uma bomba jogada no colo.

Como o mundo feérico e humano sobreviverá a essa nova guerra que bate às portas?

Nunca um título de livro fez tanto sentido. Somos jogados nesse mundo de volta cheio de névoa e que nos deixam cheio de fúria. Os espinhos anteriores alimentaram a fúria que culminará no último volume, num suspense que fará qualquer leitor entender qual a razão de tanta fúria de quem lê. E assim como Feyre, nos deparamos com um universo em que precisamos rejuntar os pedaços de nosso coração e emoção tão bem estraçalhados por Sarah J. Maas em Sua Corte de Névoa e Fúria.

Desde pequena devoradora de tudo que combine as 26 letras do alfabeto, cursando Letras , e no meio disso tudo, ama aprender novas línguas, apaixonada por dormir e cultura coreana.

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