belgravia

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788551000076
Ano: 2016
Páginas: 368
Tradutor: Rachel Agavino

Sinopse

Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos

Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

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Impressões

Julian Fellowes tem um talento único, a capacidade de nos transferir para o passado com sua narrativa. Talvez a linguagem e os impulsos tenham mudado muito em relação há duzentos anos, mas os hábitos certamente mudaram e o autor navega nesse mundo de restrições e costumes sociais de forma primorosa.

Em seu novo romance, duas famílias sofrem com a perda de seus filhos enquanto um jovem é criado por um clérigo sem os pais verdadeiros. Mas ele é amado e cresce gentil, inteligente, com atitudes corretas e com uma ambição saudável.

A história começa com o famoso baile da Duquesa de Richmond em Bruxelas, na véspera da batalha de Waterloo. Este baile, em homenagem ao Duque de Wellington, realmente aconteceu e na história, grandes nomes da aristocracia inglesa estavam presentes e entre eles estão James, Anne e Sophia Trenchard, que são da classe de comerciantes e mesmo que James se relacione com os mais notórios homens da época, ele ainda é visto como um simples fornecedor do exército, contudo, sua filha Sophia atraiu a atenção do Visconde Bellasis e assim a família Trenchard é convidada para o baile e como na realidade, muitas vidas são alteradas durante esta noite.

Vinte e cinco anos depois, muitos ainda sofrem as perdas decorrentes daquela noite e de volta à Inglaterra, James e Anne Trenchard estão entre aqueles atormentados pela destruição que a batalha de Waterloo causou, eles perderam sua filha Sophia e além da dor da ausência, ainda precisam suportar o peso de um segredo que pode destruir todas as conquistas financeiras e sociais que James se esforçou tanto para conseguir.

Do outro lado da trama, conhecemos Lady Caroline, a Condessa de Brockenhurst, uma mulher enlutada, austera e esnobe que nunca mais viu felicidade em nada após a morte de seu filho. Depois de um encontro casual com Anne em um chá, segredos que envolvem as duas, que estavam guardados tão profundamente emergem e na superfície, desencadeiam uma série de acontecimentos e descobertas com as quais nenhuma das duas famílias contava.

Para não correr o risco de comprometer as surpresas que essa história intrincada reserva, vou deixar de lado os detalhes e acontecimentos presentes no livro, mas não vejo problemas em discorrer sobre o excelente trabalho do autor no desenvolvimento da trama. Anne e Caroline são muito diferentes uma da outra, enquanto Anne Trenchard é lindamente idealizada como uma mulher pouco interessada nas armadilhas da sociedade, mas, no entanto, está presa na teia de sua importância, Lady Caroline Brockenhurst, é deliciosamente mordaz e ainda assim consegue despertar a solidariedade do leitor, por ter perdido o seu único herdeiro, justo no momento que ele se revelava muito promissor. Ela ainda é obrigada a enfrentar a infeliz perspectiva de deixar seu título e riquezas para um sobrinho indigno a quem ela despreza.

Não há ninguém como Julian Fellowes e sua capacidade de escrever personagens únicos. Seu romance tende a fazer o leitor viajar e imaginar perfeitamente cada lugar descrito e a maneira como a história vai sendo desenhada só pode conduzir a uma maravilhosa experiência para quem o lê. Esse é um daqueles romances que nos envolvem profundamente, mas não nos afligem.

Apesar de Belgravia se passar em 1800, eu acho que as pessoas ainda podem relacionar muitas questões da história com os dias atuais, há escândalos, romances secretos, relações familiares complicadas, famílias que lutam por dinheiro, problemas com heranças, ciúme, pais que tentando controlar seus filhos, gravidez secreta e muito mais.

Também apreciei muito de uso da ironia dramática que Julian utilizou na narrativa de Belgravia. Nós, leitores, estamos cientes de quem Charles Pope é, mas muitos dos personagens ainda são deixados na obscuridade e isso só contribui para o suspense e o drama. Obviamente o autor usa essa técnica muito bem. Outro recurso usado por ele que me agradou muito foi a tensão constante entre os patrões e os empregados das grandes mansões de Belgravia. Há sempre drama e segredos entre a criadagem e os nobres, ou quase nobres da trama. A classe trabalhadora se esgueira por entre a vida e segredos dos patrões e usam o que sabem para benefício próprio e tal fato só aumenta expectativa do leitor.

Os leitores que amaram Downton Abbey irão desfrutar profundamente de Belgravia. Alguns pontos da dinâmica familiar, bem como as regras da sociedade são muito similares. Toda a luta de encontrar e / ou lidar com um herdeiro também é semelhante à Downton e, claro, os segredos de família profundamente enraizados  também são. Fãs de romance histórico precisam ler esse livro.

Para finalizar preciso reafirmar que é uma leitura muito agradável que acompanha várias famílias de diferentes classes que se enroscam em um trágico mal-entendido. O autor revela apenas o suficiente para manter o leitor interessado e o deixa querendo desesperadamente saber o que vai acontecer a seguir. Personagens maquinadores, alpinistas sociais e amantes que tem o destino cruzado por coincidências e, cuja motivação é criar uma teia emaranhada ao redor dos outros personagens. O autor desembaraça tudo isso no final, tornando a leitura um pouco tensa e algo divertida.

Uma grata surpresa que recebi da Editora Intrínseca em uma parceria pontual, como não assisti a Downton Abbey, realmente me surpreendi com a narrativa do autor e agora só me resta procurar toda e qualquer coisa que o autor escreva para devorar prontamente, com a certeza de que vou amar.

 

 

 

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Quem Escreve

Bianca Benitez 37 anos,técnica de enfermagem,cursando Letras,mãe e faz malabarismo para ler no intervalo disso tudo.Apaixonada por literatura erótica,romances de época, romances históricos e chick Lit.

 

 

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Uma resposta a [Resenha] Belgravia de Julian Fellowes !!!

  • Alice disse:

    Oiii Bianca

    Essa é a segunda resenha que leio do livro e fica impossivel não se interessar ja que só escuto elogios sobre essa história. Ainda não assisti Downton Abbey, então nem idéia do que pensar, mas espero poder conferir Belgravia quando surgir a oportunidade e tomar e que goste tanto quanto vc gostou.

    Beijos

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