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Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581638010
Ano: 2015
Páginas: 352
Tradutor: Paulo Polzonoff Junior

Sinopse

Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.

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Impressões

Essa história poética de Éowyn Ivey é muito difícil de descrever de uma forma que lhe faça justiça; ela é realmente tão original, bem, como, um floco de neve. Uma ótima descrição para este livro em uma única palavra é: atmosférico, mas talvez a gente deva começar discutindo seu gênero; o “realismo fantástico”, a integração de elementos mágicos em um cenário realista. A Menina da Neve é ​​uma ótima opção para os leitores que não gostam de fantasia e também para aqueles que não gostam de ficção realista ou ficção literária. A mistura de magia e realidade que a autora usa na narrativa é invejavelmente perfeita; ela entrelaça os elementos mágicos de maneira tão perfeita que parece completamente razoável que uma menina da neve poderia vir à vida, caçar na floresta diariamente com uma raposa como animal de estimação, e tornar-se uma filha substituta de um casal de idosos sem filhos.

Éowyn se inspirou em uma lenda popular russa chamada “Snegurochka”, a menina do gelo, mas o livro é muito singular. A criança do título – Faina – é facilmente o personagem mais fascinante de todos e é o que mantém o suspense lá em cima do começo ao fim. Ela é alegre, extremamente misteriosa, indescritível – e exibe alguns poderes mágicos. Cada observação é um evento que é tão emocionante para o leitor, como é para o casal que montar um boneco de neve uma noite de neve por capricho, e é impressionante, assim como Faina permite baixar a guarda , ela permanece desconcertante até o fim; em de tantas maneiras que ela parece tão humana, mas de outras maneiras, parece tão sobrenatural. O suspense não diminui nem uma vez.

O elemento realista da história fará os leitores procurarem um cobertor extra e quem sabe até um chocolate quente a fim de se aquecerem.  A definição de neve da autora é surpreendentemente bem trabalhada. O inverno do Alasca não mostra misericórdia. A história está repleta de descrições de estremecer, a gente quase sente o vento uivante; consegue visualizar as janelas embaçadas; sentir a dormência no nariz e orelhas. Ivey não poupa detalhes quando se trata de a dura realidade da vida no Alasca. As pessoas regularmente caçam o que podem, e estas representações são matérias-primas e extremamente reais.

A história continua e rapidamente torna-se claro que Faina não é somente algo mágico. Onde ela está não há diminuição mágica das nevascas o que torna sua vida extremamente mais trabalhosa. Aqui, Ivey de alguma forma fez uma narrativa sombria, maravilhosa e encantadora. Há uma qualidade sobrenatural na descrição da paisagem, como se o Alasca solitário da década de 1920 fosse um lugar inacessível, místico, onde naturalmente um ser tal como uma criança da neve poderia existir. É tudo um grande sonho gelada onde a neve é ​​um travesseiro de penas para brincar e pular em cima. Ivey criou uma estranha, mas brilhante justaposição: o elemento realista de um inverno brutal e o elemento mágico de um inverno calmo, um globo de neve, parecendo ao leitor que ele está em uma espécie de cabo de guerra.

A Menina da Neve foi candidata ao Prêmio Pulitzer em 2013. Possivelmente a única coisa impedindo que o livro vencesse era a prosa de Ivey. Ela foi uma repórter por dez anos, e mostra; que seu estilo é muito direto e, infelizmente, mundano. Sua escrita pode usar uma dose saudável de arte, e uma frase ou duas de clichê. A história de Ivey em si é tão adorável que parece implorar por um tipo mais elevado, poético da prosa para combinar; no entanto, a história em si é muito magnífica para ser estragada por uma narrativa menos do que impressionante. A Menina da Neve vai deixar os leitores aterrorizados.

Enfim, para finalizar, essa é uma história original e apropriada para uma infinita variedade de leitores. Os leitores novos para realismo fantástico, em particular, não vai se arrepender de começar com este.

 

Livro gentilmente cedido para resenha por

novo conceito

 

 

 

 

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Quem Escreve

Bianca Benitez 37 anos,técnica de enfermagem,cursando Letras,mãe e faz malabarismo para ler no intervalo disso tudo.Apaixonada por literatura erótica,romances de época, romances históricos e chick Lit.

 

 

 

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9 respostas a [Resenha] A Menina da Neve de Eowyn Ivey !!!

  • Bianca,
    Não posso afirmar com certeza, porque não li este livro ainda, mas você conseguiu sim colocar na resenha tudo de bom que o livro tem. Eu sinceramente, fiquei morrendo de vontade de pegar esse livro já. E seria uma boa, pra amenizar esse calor de 33 graus Celsius que faz aqui na minha cidade HAHAHA.
    Esse livro promete ser muito incrível, vai estar na minha estante do Skoob agora mesmo. Bjs!

  • Olívia disse:

    Olá

    Quero muito ler esse livro desde da época que foi lançado, essa pegada meio sobrenatural e suspense é muito bacana, sem contar que a capa é linda né, gostei da sua resenha.

    Bjss

  • Profissão: Leitora disse:

    Eu acho a capa desse livro linda demais. Já li várias resenhas positivas, e tenho certa curiosidade para lê-lo. Não é meu gênero preferido, mas tenho vontade de conhecer a história. Os leitores ficarão aterrorizados, omg… a curiosidade me mata.

    ;D
    Profissão: Leitora

  • Vc não imagina o qto estou curiosa pra ler este livro. Já estou fazendo um estoque de livros (que não seja de parceria) pra ler em julho e A Menina da Neve estará entre eles.
    E vc escreve bem pra caramba, sua resenha ficou tão poética.
    Bjs

  • Olá Bianca,

    adorei sua resenha e a sinopse. Essa mistura de realismo e magia é muito legal, fiquei super curioso sobre esse retrato do Alasca de 1920, esse tom sobrenatural das paisagens. Achei interessante também essa narrativa ser sombrio, gosto de livros que tem essa pegada e não sabia que “A Menina da Neve” foi candidata ao prêmio Pulitzer de 2013. Parabéns pela resenha. http://www.sagaliteraria.com.br

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