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O Sentido de um Fim de Julian Barnes – Resenha

O Sentido de um Fim

o sentido de um fim

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788532527554
Ano: 2012
Páginas: 160
Tradutor: Léa Viveiros de Castro

 

Sinopse

O que você acaba lembrando nem sempre é a mesma coisa que viu.” A frase, dita por Tony Webster, protagonista e narrador de O sentido de um fim, resume bem a ideia central da trama criada por Julian Barnes. Ao reavaliar seu passado, o personagem descobre que há contas a acertar, sentimentos que não foram esquecidos e fatores surpreendentes que ameaçam a tranquilidade de sua vida de aposentado. Vencedor do prestigiado Man Booker Prize 2011, O sentido de um fim é a história de um homem que se esforça para passar a limpo o seu passado. Escrito com a precisão e a habilidade que são a marca de Julian Barnes, um dos mais importantes escritores da atualidade, o livro aborda, de forma brilhante, a sensação de instabilidade cronológica numa elaborada reflexão sobre o envelhecimento, a memória e o remorso. Na juventude, Tony, Alex e Colin eram os melhores amigos na escola. Com a chegada de Adrian Finn, um rapaz tímido, um pouco mais sério e extremamente inteligente, o trio inseparável se torna um quarteto, que jura manter para sempre o laço que os une. Com fome de livros e de sexo, os rapazes acreditavam que suas vidas ainda estavam por começar, sem se darem conta de que tudo já era para valer. Depois da formatura, Tony cursa história em Bristol, Colin segue para a Universidade de Sussex e Adrian ganha uma bolsa em Cambridge, enquanto Alex vai trabalhar com o pai. Todos continuam trocando cartas, embora a correspondência do trio com Adrian seja a mais regular. Quando Tony conhece Veronica, sua primeira namorada, fica totalmente apaixonado, mas o relacionamento não se desenvolve como ele gostaria. Nem mesmo o fim de semana passado na casa dos pais dela ou o dia em que a apresenta aos amigos saem do jeito que ele havia imaginado. Na ocasião em que o namoro com Veronica chega ao fim, Tony se pergunta se ela não seria manipuladora. Tempos depois, ao receber uma carta de Adrian pedindo permissão para sair com Veronica, Tony decide fingir que não se importa, a princípio, mas termina enviando uma resposta que põe fim à amizade dos dois e acaba tendo mais impacto do que ele imaginava. Meses depois, Alex lhe escreve contando que Adrian havia se matado. Os anos passam e Tony é um homem de meia-idade, que leva uma vida pacata e tem a certeza de que jamais fez mal a alguém. Mantém uma relação cordial com a ex-mulher, Margaret, está aposentado e tem uma filha já adulta, a quem pouco vê, mas ama a distância e sabe que o sentimento é recíproco. A chegada da carta de uma firma de advocacia, entretanto, vai abalar sua rotina e trazer sentimentos há muito perdidos no passado, levando o personagem a encarar o fato de que a memória pode ser traiçoeira e parcial. Como prosseguir quando os acontecimentos conspiram para derrubar todas as suas certezas?

 

Impressões por Bianca Benitez

Antony,um coroa londrino aposentando,questionando o tempo,passando o tempo e relembrando o que fez com sua vida.Conta a historias de 4 amigos desde o colegial,o quarto deles,Adrian,o mais inteligente,filósofo e misterioso,mas também o que via mais sentido na vida,que questionava os motivos e as ações.

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O livro não segue uma ordem cronológica e você pode achar que ler um livro sobre as historias da juventude e velhice de um sessentão deve ser um saco,mas não a história que Julian Barnes narra,ele nos apresenta Tony,meio inocente,sem saber muito o que quer,sendo praticamente levado pela vida e na velhice questionando suas lembranças e suas atitudes,relembrando os fatos que marcaram sua vida,como sua primeira namorada Verônica,depois seu caso amoroso com Anne,seu tempo como mochileiro,sua esposa,filha e netos.

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Mas quando você fica velho e pensa que lembra de tudo,está enganado,sua mente te engana e esconde fatos e as vezes as libera a você nos momentos mais inesperados.

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Depois de Tony voltar dos EUA recebe a notícia de que seu amigo Adrian,que havia namorado sua ex Verônica tinha se suicidado,junto com seus outros dois amigos eles tentaram imaginar o porque da atitude do amigo que ao se matar deixou um bilhete bem filosófico.
Tudo isso fica esquecido no fundo na mente de Tony até ele receber sua parte na herança da Sra Ford,mãe de Verônica,porque ela teria deixado dinheiro e um misterioso documento para ele??Na busca por essa resposta Tony descobre mais sobre a vida de seu misterioso amigo Adrian,sobre a estranha ex namorada Verônica e muito mais sobre sua própria vida.
Muitos fatos do passado encobertos pelas traquinagens de seu cérebro ainda teriam que ser remexidos e a tranquilidade de sua velhice seria abalada para sempre.

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Livro extremamente questionador e inteligente onde o protagonista se pergunta o valor e os significados do tempo,levando o leitor a uma viagem tortuosa sobre a vida do personagem,mais do que isso,sobre sua própria vida,pois passado,presente e futuro se confundem e se chocam durante toda a trama,levando o leitor a refletir e repensar sobre o tempo,relacionamentos,atitudes e ações que vão de qualquer forma nos marcar e perseguir durante toda a vida.

Mas não pense que é um daqueles livros profundos e chatos de se ler,o autor consegue nos fazer refletir de foma divertida e leve,nos guiando pelos questionamentos filosóficos como nunca tinha lido em lugar algum,livro que vou levar na memória para sempre,ou pelo menos vou tentar guardar sua mensagem e usá-la durante a minha vida.

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Livro lançado pela Editora Rocco

 

Sobre o autor

Julian Barnes

Julian Barnes nasceu em Leicester, Inglaterra, em 1946. Formou-se em línguas modernas em 1968 e, por três anos, foi lexicógrafo do dicionário Oxford. Foi crítico de literatura e televisão em jornais de prestígio. Como escritor, foi indicado duas vezes ao Booker Prize e ganhou prêmios como Prix Médicis, E. M. Forster Award, Gutenberg Prize, Shakespeare Prize e Prix Femina. Já publicou dez romances, dois livros de contos, duas compilações de ensaios e uma seleção de escritos sobre culinária. Com o pseudônimo Dan Kavanagh, assinou quatro romances policiais. No Brasil, a Editora Rocco já publicou vários de seus livros, como O papagaio de FlaubertAmor, etcUma história do mundo em dez capítulos e meioDe frente para o solInglaterra, InglaterraO pedante na cozinha e Nada a temer, entre outros.

Fonte: Site da Editora Rocco

 

O livro pertence a um gênero um pouco diferente dos que nós lemos usualmente e gostaríamos muito de saber o que vocês acharam da resenha.

 

Comentem muito!!!

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Comentários

  1. Vou de confessar que de modo geral, não seria um livro que eu escolheria. Achei a sinopse legal e a sua resenha impecável, mas tenho procurado ler coisas “mais leves” por assim dizer. Esse tipo de leitura mais cabeça eu leio em tempos menos difíceis, e agora infelizmente não é um desses tempos.

    Reply
  2. Oi,Bia!
    Eu curto esse tipo de leitura. Gosto de livros que tenham como premissa um enredo filosófico, pois nos faz refletir sobre a nossa vida diretamente. É algo próximo e de fácil compreensão.
    Gostei muito da resenha. Rica em detalhes e com quotes muito interessantes.
    Bjs!

    Zilda
    Cachola Literária

    Reply

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